sexta-feira, 11 de abril de 2014

TÁTICAS DE GUERRA (MOSCAS)

Moscas evitam ataques 


usando táticas de jatos militares

Com sutil movimento de asas, inseto é capaz de mudanças súbitas de trajetória de voo, diz estudo.

Da BBC
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Estudo não definiu como moscas podem realizar movimentos complexos tendo cérebros tão pequenos (Foto: Florian Muijres/BBC)Estudo não definiu como moscas podem realizar
movimentos complexos tendo cérebros tão pequenos
(Foto: Florian Muijres/BBC)
Uma experiência científica realizada pela Universidade de Washington, nos Estados Unidos, concluiu que as chamadas moscas-das-frutas são capazes de mudar o curso de seus voos em breve frações de segundos, de modo semelhante à mudança súbita de trajetória que é feita por caças militares.
Vídeos realizados com câmeras de alta velocidade revelaram o sutil movimento de asas das moscas, que permite que elas deem meia volta subitamente, de modo a evitar um possível ataque. Veja vídeo mostrando detalhes dos voos das moscas.
Um dos autores do estudo, Michael Dickinson, disse que as moscas adquirem essa habilidade com extrema rapidez após seu nascimento. O cientista compara-a a um bebê colocado dentro de um caça, mas capaz de de pilotar a aeronave.
O motivo que as faz mudar de direção com tamanha rapidez, entretanto, permanece um mistério.
"As moscas realizam um cálculo preciso extremamente rápido para evitar uma ameaça, mas elas fazem isso usando um cérebro que é do tamanho de um grão de sal", diz Dickinson.
O voo das moscas foi captado usando três câmeras de alta velocidade colocadas dentro de uma gaiola.
Os cientistas assustaram as moscas usando flashes de uma imagem de um predador se aproximando e observaram de perto como as moscas mudaram a sua trajetória.
A experiência mostrou que as moscas começam a se afastar de ameaças na metade do tempo que leva para um ser humano começar a piscar para um flash de câmera.
E conseguem mudar sua trajetória em um quinto do tempo que nós levamos para completar a piscada. A experiência foi publicada na revista especializada "Science"

Tartaruga voltou a nadar na natureza

Tartaruga amputada ganha nadadeira 

artificial e volta a nadar

Hofesh foi resgatada por equipe e teve duas patas amputadas.
Estudante de design desenvolveu nadadeira artificial.

Do G1, em São Paulo
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Nadadeira ajuda tartaruga Hofesh a nadar (Foto: Reuters/Baz Ratner)Nadadeira ajuda tartaruga Hofesh a nadar (Foto: Reuters/Baz Ratner)
Uma nadadeira artificial desenvolvidas por um estudante de design industrial possibilitaram que uma tartaruga-verde com as patas esquerdas amputadas voltasse a nadar livremente.
A tartaruga Hofesh - nome que significa "liberdade" em hebraico - foi resgatada com ferimentos no Mar Mediterrâneo pela equipe da organização israelense "Sea Turtle Rescue Center". As patas esquerdas tiveram de ser amputadas, o que a tornou incapaz de nadar.
Ela foi levada a um centro de reabilitação animal em Israel, onde o estudante Shlomi Gez, que tinha lido sobre o caso de Hofesh pela internet, resolveu criar um aparato para ajudar a tartaruga.
Ele criou uma nadadeira de poliprolipeno. "A nadadeira permite que o peixe mantenha o equilíbrio; então eu decidi adaptar a ideia para a tartaruga", diz o estudante.
Agora, Hofesh consegue nadar novamente e até arranjou uma parceira. Os pesquisadores querem que o macho se reproduza com outra tartaruga do centro de reabilitação, uma fêmea que ficou cega em um acidente com um barco.
Equipe cuida da tartaruga Hofesh, que teve as duas patas esquerdas amputadas (Foto: Reuters/Baz Ratner)Equipe cuida da tartaruga Hofesh, que teve as duas patas esquerdas amputadas (Foto: Reuters/Baz Ratner)
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Tartaruga foi resgatada no Mar Mediterrâneo (Foto: Reuters/Baz Ratner)Tartaruga foi resgatada no Mar Mediterrâneo (Foto: Reuters/Baz Ratner)

terça-feira, 8 de abril de 2014

ENERGIA RENOVÁVEL

Investimento em
energia renovável no mundo caiu 14% em 2013, diz ONU

Pela 1ª vez, China liderou os aportes no setor e ultrapassou a Europa.
Houve recuo de US$ 35,1 bilhões entre 2012 e 2013, segundo relatório.

Da France Presse
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Usina solar tem capacidade de gerar energia que pode abastecer 140 mil moradias (Foto: Steve Marcus/Reuters)Usina solar instalada nos EUA com capacidade de gerar energia para 140 mil moradias (Foto: Steve Marcus/Reuters)
Os investimentos mundiais em energias renováveis caíram 14% em 2013 e a China pela primeira vez liderou os aportes no setor passando a Europa, de acordo com um comunicado da Organização das Nações Unidas (ONU) divulgado nesta segunda-feira (7).
Os investimentos em energias renováveis, exceto a hidroeletricidade, despencaram para US$ 214,4 bilhões em 2013, um recuo de US$ 35,1 bilhões em comparação com o ano anterior e 23% abaixo do recorde anterior de 2011, revelou o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).
A queda ocorreu devido à "incerteza política em vários mercados", o que se traduziu em falta de clareza sobre o apoio governamental ao setor e ao custo decrescente de sistemas solares, acrescentou o informe.
"Embora alguns possam apontar para o fato de que o investimento geral nas renováveis caiu em 2013, a queda disfarça os vários sinais positivos de um mercado dinâmico que está evoluindo e amadurecendo rapidamente", disse Achim Steiner, diretor-executivo do Pnuma.
Dados regionais
Os números foram divulgados dias após a publicação do mais recente informe com os alertas mais contundentes sobre os riscos para as futuras gerações de um sistema climático combalido, elaborado por um painel de especialistas em clima da ONU.
"Os impactos das mudanças climáticas não deixarão intocada ou impassível nenhuma parte do mundo", afirmou nesta segunda-feira o presidente do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), Rajendra Pachauri.
Na Europa, que tem sido líder mundial no apoio ao desenvolvimento das renováveis, os investimentos despencaram 44% para US$ 48 bilhões no ano passado, informou o Pnuma. Na China, a queda foi de 6% para US$ 56 bilhões, enquanto nos Estados Unidos a redução foi de um décimo, para US$ 36 bilhões.
Após nove anos de crescimento, o ano passado foi o primeiro em que os investimentos em renováveis caíram nos países emergentes, destacou o relatório. Apesar disso, o setor das energias renováveis não recebeu só más notícias.
Em toda a parte, a proporção de geração global de eletricidade subiu para 8,5% contra 7,8% em 2012. Excluindo a hidroeletricidade, as renováveis corresponderam a 43,6% da capacidade geradora recém-instalada em 2013.
A energia solar ainda tem o maior suporte dos investidores, enquanto o preço médio de instalação de um painel solar caiu 60%.
Companhias de energias renováveis também receberam mais apoio de investidores privados, com a captação de recursos dobrando para um recorde de US$ 11 bilhões ao longo do ano, destacou o Pnuma. "Fundações para o crescimento futuro do mercado foram criadas em 2013", afirmou Michael Liebreich, presidente do Conselho para Finanças de Novas Energias da Bloomberg, que colaborou no estudo.
08/04/2014 10h36 - Atualizado em 08/04/2014 10h36

domingo, 6 de abril de 2014

HIDRELÉTRICA NA AMAZÔNIA

Hidrelétricas 'impulsionam desmate indireto' na Amazônia, diz estudo

Segundo pesquisadores, devastação causada apenas pela usina de Belo Monte pode atingir 5.100 km² ou 10 vezes o tamanho da área a ser alagada.

Da BBC
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Floresta foi desmatada no entorno das usinas de Jirau, Santo Antônio e Belo Monte  (Foto: AFP/BBC)Floresta foi desmatada no entorno das usinas de Jirau, Santo Antônio e Belo Monte (Foto: AFP/BBC)

Entre ambientalistas e pesquisadores, porém, há cada vez mais vozes que contestam a comparação e afirmam que o cálculo do governo ignora custos e danos ambientais indiretos das hidrelétricas. Para alguns, esses impactos colaterais influenciaram no aumento da taxa de desmatamento da Amazônia neste ano.
Ao defender a construção de hidrelétricas na Amazônia, o governo federal costuma citar o argumento de que essas usinas são menos poluentes e mais baratas que outras fontes energéticas capazes de substituí-las.
Há duas semanas, o governo anunciou que, entre agosto de 2012 e julho de 2013, o índice de desflorestamento na Amazônia cresceu 28% em relação ao mesmo período do ano anterior, a primeira alta desde 2008.
Paulo Barreto, pesquisador sênior da ONG Imazon, atribui parte do aumento ao desmatamento no entorno das hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, no rio Madeira, em Rondônia, e da usina de Belo Monte, no rio Xingu, no Pará.
Segundo ele, as hidrelétricas atraem migrantes e valorizam as terras onde são implantadas. Sem fiscalização e punição eficientes, diz ele, moradores se sentem encorajados a desmatar áreas públicas para tentar vendê-las informalmente.
No caso de Belo Monte, Barreto afirma que o desmatamento em torno da usina seria menor se o governo tivesse seguido a recomendação do relatório de impacto ambiental da obra para criar 15 mil km² de Unidades de Conservação na região.
Uma pesquisa do Imazon, da qual Barreto é coautor, estima que o desmatamento indireto causado pela hidrelétrica atingirá 5.100 km² em 20 anos, dez vezes o tamanho da área a ser alagada pela barragem. Na bacia do Tapajós (PA), onde o governo pretende erguer uma série de usinas, ele diz a área desmatada indiretamente chegará a 11 mil km².
Há duas semanas, o governo anunciou que, entre agosto de 2012 e julho de 2013, o índice de desflorestamento na Amazônia cresceu 28% em relação ao mesmo período do ano anterior, a primeira alta desde 2008.
Fórmula do desmatamento
O engenheiro Felipe Aguiar Marcondes de Faria desenvolve em seu projeto de PhD na Universidade Carnegie Mellon (EUA) uma fórmula complexa. Ele pretende incluir os efeitos indiretos da construção de hidrelétricas na Amazônia - como o desflorestamento gerado por imigração ou especulação fundiária - no cálculo das emissões de carbono das obras.
A conta, que mede a liberação de gases causadores do efeito estufa, normalmente leva em conta somente as emissões geradas pela perda de vegetação e pela degradação da biomassa na área inundada pelas barragens.
"Se a construção de uma hidrelétrica implicar taxas de desmatamento superiores às de locais onde não existem tais investimentos, nós poderemos acrescentar esse desmatamento extra ao balanço de carbono do projeto".
O pesquisador diz ainda que, além de valorizar terras e atrair imigrantes, a construção de hidrelétricas pode estimular o desmatamento ao melhorar as condições de acesso à região, expondo florestas antes inacessíveis.
Faria também questiona os cálculos que exaltam o baixo preço das hidrelétricas em comparação com outras fontes de energia. "As diferenças não consideram adequadamente os custos socioambientais desses empreendimentos".
Ainda assim, avalia que o Brasil não pode excluir a hidroeletricidade de seus planos de expansão do sistema energético. Para ele, a modalidade oferece grandes vantagens em relação a outras fontes de energia, como flexibilidade para atender à variação da demanda e dispensa de importação de matérias-primas.
Faria defende, no entanto, que o governo mude sua postura quanto às hidrelétricas na Amazônia. "O desenvolvimento hidrelétrico na Amazônia deveria ser visto não como uma barragem no rio, mas sim como uma chance de criar um novo paradigma de desenvolvimento sustentável para uma região, que crie condições para a manutenção das unidades de conservação e terras indígenas, investimentos em educação e ciência e melhora na saúde da população."
Porém, para o procurador-chefe do Ministério Público Federal no Pará, Daniel César Azeredo Avelino, a construção de hidrelétricas na Amazônia não tem sido acompanhada pela manutenção de áreas protegidas.
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Se a construção de uma hidrelétrica implicar taxas de desmatamento superiores às de locais onde não existem tais investimentos, nós poderemos acrescentar esse desmatamento extra ao balanço de carbono do projeto"
Felipe Aguiar Marcondes de Faria, engenheiro
Nos últimos anos, o governo reduziu Unidades de Conservação para facilitar o licenciamento das hidrelétricas no rio Madeira e das futuras usinas no Tapajós. Segundo ele, simples sinalizações de que se pretende reduzir essas áreas já motivam o desmatamento.
Em 2012, diz Avelino, um mês após jornais divulgaram que o governo estudava diminuir a Floresta Nacional Jamanxim, no sudoeste do Pará, houve um surto de desmatamento na região. "Quando se fala em reduzir Unidades de Conservação para hidrelétricas, alimenta-se a ideia de que poderá haver novas reduções, o que encoraja o desmatamento."
Governo responde
No entanto, segundo Francisco Oliveira, diretor do Departamento de Combate ao Desmatamento do Ministério Ambiente, a destruição dentro de áreas protegidas corresponde a menos de 10% do desflorestamento na Amazônia.
Quanto ao desmatamento recente no Pará e em Rondônia, diz que não se deveu necessariamente às hidrelétricas. Oliveira afirma que o desflorestamento em um raio de 50 quilômetros de Belo Monte passou de 380 km², em 2011, para 41 km² em 2013.
Em Rondônia, ele diz que também tem havido redução no ritmo do desmate em áreas próximas às usinas.
Segundo Oliveira, as principais causas para o maior desmatamento na Amazônia no último ano foram: no Pará, a apropriação ilegal de terras (grilagem) na região de Novo Progresso; no Mato Grosso, a expansão da agropecuária; e em Rondônia, a expansão da pecuária.
Oliveira afirma, porém, que, apesar da alta, o índice de desflorestamento em 2013 foi o segundo menor desde que começou a ser medido, há 25 anos.

BOTO COR DE ROSA DA AMAZÔNIA

Pesquisa descobre alterações no

 
genoma do boto-vermelho, no AM



Ainda não é possível afirmar se alterações são causadas por poluição.
Estudos indicaram a presença de mercúrio e pesticida DDT. Do G1 AM

Boto-cor-de-rosa (Foto: Divulgação/Ampa)População do boto-cor-de-rosa está diminuindo (Foto: Divulgação/Ampa)
O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) conseguiram identificar modificações no genoma do boto-vermelho (Inia geoffrensis), também conhecido como boto-cor-de-rosa. A pesquisa foi realizada pelos laboratórios de Genética Animal (LGA) e de Mamíferos Aquáticos, ambos do Inpa. Os pesquisadores ainda não sabem se as alterações são causadas por poluição ambiental.
Os resultados da pesquisa fazem parte da dissertação de mestrado “Citogenética clássica e molecular do boto-vermelho Inia geoffrensis”, elaborada por Heide Luz Bonifácio, sob a orientação da pesquisadora Eliana Feldberg. O trabalho foi concluído em 2011 e contou também com o apoio da Petrobras Ambiental, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoas de Nível Superior (Capes) e a Associação Amigos do peixe-boi (Ampa).
Foram coletadas amostras de 27 animais, sendo 14 fêmeas e 13 machos distribuídos na Reserva de Desenvolvimento Sustentável de Mamirauá (RDSM), próximo ao município de Tefé, a 523 Km a Oeste de Manaus, na cidade de São Gabriel da Cachoeira, a 852 Km da capital, Aruanã (GO), Rio Branco (AC) e nas proximidades de Manaus.
Segundo a pesquisadora Eliana Feldberg, o boto-vermelho é uma espécie do topo da cadeia alimentar e, por isso, pode acumular componentes tóxicos em seu organismo. Ela disse que estudos já indicaram a presença de mercúrio e do pesticida Dicloro-Difenil-Tricloroetano (DDT) em amostras de sangue e de tecido desta espécie.
De acordo com Heide Bonifácio, entre as duas espécies de golfinhos de rio da Amazônia, o boto-vermelho é a mais próxima aos ancestrais dos cetáceos, que constituem uma ordem de animais marinhos, porém pertencentes à classe dos mamíferos. "Isto significa que entender como o genoma está organizado possibilita compreender a evolução do animal, uma vez que as informações genéticas são compartilhadas com os ancestrais deles. Baseado em análises moleculares e morfológicas, o boto-vermelho é considerado uma espécie rara", explicou Bonifácio

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AUTOMÓVEL ABANDONADO

LATA VELHA

O triste destino dos carros

Se reciclados, eles valeriam um bom dinheiro. Mas as leis para isso estão emperradas

Victor Moriyama

Carros também morrem. E são abandonados nas ruas ou levados a "cemitérios", como este em São Paulo.



Em tempos de trânsito cada vez mais caótico nas grandes cidades, a reputação dos automóveis anda arranhada. 

São eles os grandes vilões a atravancar uma eficiente mobilidade urbana. No Brasil, há ainda outro fator que denigre a imagem dos veículos automotores - no caso, aqueles que não estão mais rodando: a imensa frota nacional de carros abandonados. Relegados ao deus-dará nos pátios dos departamentos estaduais de trânsito por questões legais - ou até mesmo esquecidos pelas ruas por motivos como falta de pagamento de impostos ou multas em excesso -, eles são milhares espalhados pelas cidades brasileiras, incluindo motocicletas, ônibus e caminhões. 

Para agravar a situação, só em 2012 foram emplacados mais de 5,5 milhões de veículos 0 km, segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Isso significa que mais veículos deixarão de circular e terão como destino um ferro-velho qualquer. 

Além do perigo ambiental que representam, esses restos mortais de lata também revelam a fortuna que o país deixa de arrecadar por não reciclá-los. O Sindicato do Comércio Atacadista de Sucata Ferrosa e Não Ferrosa do Estado de São Paulo (Sindinesfa) estima que só 1,5% dos veículos fora de circulação é enviado à reciclagem. Nos Estados Unidos e na maioria dos países europeus, o índice alcança 95%. Segundo o Sindinesfa, tudo em um carro pode ser reaproveitado. Em especial, a carcaça e as demais peças de metal. Elas voltam a ser matéria-prima nobre para as indústrias siderúrgicas, que depois abastecem os fabricantes de novos veículos. 

Só a cidade de São Paulo abriga uma mina de ouro em carros que já não rodam mais e poderiam ser reprocessados. Em um dos maiores depósitos de veículos apreendidos do país, o Pátio Santo Amaro, milhares deles apodrecem, de forma perigosa, à beira do mais importante manancial de abastecimento de água da capital paulista, a represa de Guarapiranga, na zona sul da cidade. Na área de 80 mil metros quadrados, situada a menos de mil metros do manancial, estão armazenados cerca de 20 mil veículos, retirados das ruas pelo poder público. São automóveis e motocicletas roubados, com chassi adulterado ou com irregularidades a ameaçar de contaminação as águas que boa parte dos paulistanos bebe. Pela lei, cada um deles só poderia estar ali por até três meses. Caso os proprietários não regularizem a situação, esses automóveis deveriam ir a leilão. 

Mas grande parte dessa frota fantasma enferruja no Pátio Santo Amaro há mais de dez anos. A área é particular, e foi alugada pelo estado só para a guarda dos veículos irregulares. O que era para ser um bom negócio ao proprietário se transformou em estorvo e um grande imbróglio judicial, contra o governo, que se arrasta há anos. Amargando um prejuízo do tamanho de seu terreno, o proprietário demitiu os funcionários que cuidavam dos veículos, que agora estão à mercê das intempéries e dos ladrões, que abastecem de peças desmanches clandestinos. "O Tribunal de Justiça de São Paulo acaba de intimar, pela quinta vez, o governador para retirar os veículos daqui. E isso deve ser feito antes que aconteça um grande estrago ambiental", diz um representante do Pátio Santo Amaro, que não quis se identificar por temer represálias. Há muitas áreas semelhantes ao redor da represa de Guarapiranga.

Nem mesmo o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) sabe exatamente quantos veículos estão sepultados em cemitérios irregulares. Questionado, o Contran - por meio da assessoria de comunicação social do Ministério das Cidades, ao qual está subordinado - limita-se a dizer que o assunto é de competência de cada órgão de gestão viária dos estados e municípios. Mas reconhece que as questões legais emperram a liberação dos veículos para a reciclagem, já que "a alienação de sucata de veículo por órgão público deve cumprir de forma rigorosa a lei de licitações, e envolve muitas formalidades", informa a assessoria. 

sábado, 29 de março de 2014

Hora do Planeta 2014 é neste sábado: apague as luzes

Pelo sexto ano consecutivo, a organização ambientalista WWF-Brasil promove a campanha Hora do Planeta no País, maior ato simbólico mundial contra o aquecimento global.
A Hora do Planeta 2014 será neste sábado, 29 de março e para se juntar basta apagar as luzes das 20h30 às 21h30.Com o slogan “Use seu poder para salvar o planeta”, o movimento aposta no poder de cada um para a mudança, seja o cidadão brasileiro, ou o Homem-Aranha, primeiro embaixador global do movimento.
Paralelamente, a Rede WWF promove a Hora do Planeta: Desafio das Cidades, que irá premiar iniciativas rumo ao desenvolvimento de uma economia de baixo carbono. 
Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP) e Belo Horizonte (MG) são finalistas do desafio. 
Reflexão
“Como maior ato simbólico mundial contra o aquecimento global, a Hora do Planeta abre espaço para a reflexão da postura de cidades, empresas e cidadãos. Com o Desafio das Cidades vamos além da hora, com o objetivo de estimular a criação e disseminação de melhores práticas de mitigação e adaptação às mudanças climáticas por meio de planos ambiciosos, inspiradores e factíveis para o desenvolvimento de uma economia de baixo carbono”, afirma a secretária-geral do WWF-Brasil, Maria Cecília Wey de Brito.
Ele lembra que na edição de 2013, 153 países apagaram as luzes por sessenta minutos.
2014
No Brasil, Belo Horizonte foi a primeira cidade a aderir à Hora do Planeta. 
Também já aderiram à campanha municípios como Macapá (AP), Campinas (SP), Erechim (RS) e Joinville (SC). 
No total, são quinze cidades brasileiras confirmadas no movimento global deste ano.
Em 2013, a Hora do Planeta contabilizou 113 cidades no Brasil, que juntas apagaram mais de 627 ícones (entre eles, monumentos artísticos, espaços públicos e prédios históricos). 
As cidades brasileiras interessadas em participar devem solicitar o Termo de Adesão Hora do Planeta 2014, que oficializa a participação. 
Já empresas, organizações e pessoas podem se cadastrar on-line e acessar peças como banners, imagens de capa para mídias sociais, entre outros. 
As redes sociais – Facebook, Twitter e Instagram, também são canais oficiais de comunicação da campanha.