sábado, 18 de abril de 2015

Capacidade da Amazônia de absorver carbono cai pela metade

Capacidade da Amazônia de absorver carbono cai pela metade

Amplo estudo sobre o tema mostra que floresta passou de dois bilhões de toneladas armazenadas por ano, na década de 1990, para um bilhão de toneladas

Por: O Globo

A pesquisa traz ainda um alerta. Embora a Amazônia venha atuando como uma espécie de freio das mudanças climáticas, ao absorver mais carbono da atmosfera do que libera, a dinâmica florestal analisada mostra que há um aumento na taxa de árvores morrendo em toda a floresta.
Os pesquisadores explicam que, inicialmente, a alta de dióxido de carbono - ingrediente-chave para a fotossíntese - levou a uma espécie de surto de crescimento de árvores. No entanto, o excesso de carbono parece ter tido consequências inesperadas.
- As taxas de mortalidade de árvores têm aumentado em mais de um terço desde meados da década de 1980, e isso está afetando a capacidade da Amazônia de armazenar carbono - afirma Roel Brienen, professor da Faculdade de Geografia da Universidade de Leeds e principal autor do estudo.
Oliver Phillips, coautor e professor na mesma instituição acrescenta que, ao longo dos anos, o ciclo de vida das árvores diminuiu:
- Com o tempo, o estímulo ao crescimento se alimenta através do sistema, fazendo com que as árvores vivam mais rápido, e, assim, morram mais cedo.
Episódios recentes de escassez de chuvas e altas temperaturas na Amazônia também podem ter desempenhado um papel no processo. Embora o estudo constate que o aumento da mortalidade das árvores tenha começado bem antes da seca intensa que afetou a floresta em 2005, os cientistas também afirmam que o fenômeno matou milhões de árvores adicionais.
PREVISÕES 'OTIMISTAS'
Brienen diz que estudos sobre mudanças climáticas costumam considerar as repostas da vegetação ao aumento de dióxido de carbono na atmosfera, levando em conta que a Amazônia continuará a acumular tal elemento químico. O presente trabalho, contudo, mostra que esse pode não ser o caso:
- Independentemente das causas do aumento da mortalidade de árvores, este estudo mostra que as previsões de um aumento contínuo do estoque de carbono em florestas tropicais pode ser demasiado otimista.
Os cientistas, que trabalham há décadas em oito países da América do Sul, examinaram 321 lotes da floresta em seis milhões de quilômetros quadrados da Amazônia. Eles identificaram e mensuraram 200 mil árvores, registrando as mortes, o crescimento, e o surgimento de novos exemplares. O trabalho foi coordenado pela Rainfor, uma rede de pesquisa dedicada ao acompanhamento das florestas amazônicas.
- Em todo o mundo, mesmo as florestas intactas estão mudando - constata Phillips. - As florestas estão nos fazendo um favor enorme, mas não podemos contar com elas para resolver o problema de carbono. Em vez disso, cortes mais profundos nas emissões serão necessários para estabilizar nosso clima.
18 DE MARÇO, 2015 - 15H13 - AMAZÔNIA

Fascínio por peixe-lua faz brasileiro viajar o mundo em busca da foto ideal

Fascínio por peixe-lua faz brasileiro viajar o mundo em busca da foto ideal

Animal raro é o maior peixe ósseo dos mares e vive a 600 m de profundidade.
Mergulhador Daniel Botelho já fez várias expedições para clicar espécie.


16/04/2015 05h00 - Atualizado em 16/04/2015 05h00
Eduardo CarvalhoDo G1, em São Paulo
Mergulhador toca em exemplar de peixe-lua, animal que vive em águas profundas e pode ter até quatro metros de envergadura (Foto: Divulgação/Daniel Botelho)Mergulhador toca em exemplar de peixe-lua, animal que vive em águas profundas e pode ter até quatro metros de envergadura (Foto: Divulgação/Daniel Botelho)
Por muito tempo, o mergulhador e fotógrafo brasileiro Daniel Botelho teve uma fixação inexplicável toda vez que saía para o alto mar em uma expedição: encontrar e fotografar um exemplar de peixe-lua, o maior peixe ósseo dos oceanos, apelidado de “cachorrinho dos mares” por ele devido ao seu comportamento manso.
Essa determinação, que, segundo Botelho, vem desde 2009, o fez viajar para vários lugares para “garimpar” a biodiversidade marinha em busca do animal, que é raro de ser visto, principalmente se há movimentação humana nas proximidades.
Indonésia e Estados Unidos, principalmente na costa da Califórnia, foram alguns dos locais onde ele avistou a espécie. Na última de suas incursões, em novembro passado, Botelho conseguiu se aproximar de um grupo de peixes-lua que estava no Oceano Pacífico, na costa americana, e clicou de pertinho um exemplar.
O peixe-lua tem comportamento manso e prefere ficar longe do contato com humanos (Foto: Divulgação/Daniel Botelho)O peixe-lua tem comportamento manso e prefere ficar longe do contato com humanos (Foto: Divulgação/Daniel Botelho)
"Percebi que o Mola mola [nome científico do peixe-lua) causa um furor nas pessoas que não sei descrever. Além disso, muita gente não tem conhecimento a respeito dele. Talvez porque ele é um peixe de água profunda", disse o mergulhador.
De fato, os peixes-lua vivem a profundidades de até 600 metros e só costumam ir para a superfície do mar quando "querem a ajuda" de gaivotas. "Essas aves pousam nos peixes, que ficam boiando, e comem os parasitas que se encontram no corpo dos exemplares", explica Botelho, que explica o apelido de “cãozinho” dado ao peixe.
“É muito raro o contato humano com um exemplar assim. Mas quando acontece, o peixe-lua tem atitudes que lembram um cão de estimação: fica te seguindo e encostando”, disse.
E foi numa oportunidade dessas que o brasileiro aproveitou para fazer algumas imagens, que deverão estar em um livro a ser publicado em 2016. "[A obra] vai ter fotos de mergulhos que faço há dez anos pelos sete mares", explica Botelho.
Veja as fotos:

Dois exemplares de peixe-lua são vistos no Oceano Pacífico, próximo à costa da Califórnia, nos Estados Unidos (Foto: Divulgação/Daniel Botelho)Dois exemplares de peixe-lua são vistos no Oceano Pacífico, próximo à costa da Califórnia, nos Estados Unidos (Foto: Divulgação/Daniel Botelho)
Mergulhador brasileiro deve usar fotos em livro que vai contar suas expedições pelos sete mares (Foto: Divulgação/Daniel Botelho)Mergulhador brasileiro deve usar fotos em livro que vai contar suas expedições pelos sete mares (Foto: Divulgação/Daniel Botelho)

Dilma demarca terras indígenas no Pará e Amazonas

Dilma demarca terras indígenas no Pará e Amazonas

Área localizada em Senador José Porfírio, próximo a Belo Monte, tem 25 mil hectares

Por: Redação ORM News
A terra Arara da Volta Grande do Xingu está localizada próximo à construção da usina hidrelétrica de Belo Monte. No Amazonas, as áreas homologadas são a terra indígena Mapari, localizada nos municípios de Fonte Boa, Japurá e Tonantins. É a maior das três novas reservas, com 157.246 hectares, e é habitada por índios kaixana.
Ocupando territórios dos municípios de Borba e Novo Aripuanã (AM), a terra indígena Setemã atende a reivindicação de índios mura. Possui área de 49.773 hectares.
Além da homologação das terras indígenas, o governo federal deve publicar na próxima quarta-feira (22) a autorização para realização de concurso público para o preenchimento de 220 cargos na Fundação Nacional do Índio (Funai).
18 DE ABRIL, 2015 - 16H24 - BRASIL

Desmatamento na Amazônia caiu 80% em oito anos

Desmatamento na Amazônia caiu 80% em oito anos

Pesquisa analisou 15 mil violações às leis ambientais entre 2004 e 2012

Por: O Globo
RIO — A destruição da floresta amazônica brasileira diminuiu significativamente, segundo um estudo internacional liderado pela Universidade de Bonn, na Alemanha. A perda da vegetação é, agora, cerca de 80% menor do que em 2004.
De acordo com as estatísticas destacadas pelo artigo, foram derrubados 27.772 km² quadrados de floresta em 2004, principalmente para uso agrícola. Em 2012, o desmatamento atingiu 4.656 km².
Coautor da pesquisa, o professor Jan Börner, da Universidade de Bonn, destaca que o desflorestamento é realizado principalmente por grandes criadores de gado, mas também pela agricultura em pequena escala. A abertura de novas estradas promove a extração de madeira e a devastação da cobertura florestal.
Usando dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e de centros de estudo internacionais, Börner estudou cerca de 15 mil violações da legislação florestal em toda a bacia amazônica. Seu objetivo era medir a eficácia das medidas de proteção à vegetação.
— A aplicação da lei florestal é, a princípio, semelhante ao controle de limite de velocidade no trânsito: quanto maiores as penalidades e mais frequentes os controles, maior será o potencial de dissuasão — explicou.
Nos últimos anos, os policiais responsáveis pela preservação da Amazônia foram equipados com aparelhos de GPS para registrar as localizações espaciais de violações da legislação florestal. Os cientistas usaram esses dados para medir se os padrões do desmatamento mudam a partir dessas inspeções.
— O estudo sugere que a proteção eficaz da floresta depende da presença física destes reguladores. Outras medidas devem ser tomadas, e muitas vezes isso implica em uma cooperação entre autoridades de níveis federal e estadual — avaliou o pesquisador. — A lei foi particularmente bem sucedida no Mato Grosso e no Pará, os estados com maiores índices de desmatamento. Neles, os promotores públicos mantêm listas negras de empresas agrícolas que violam a legislação. Desta forma, os comerciantes não compram mais produtos provenientes destas fontes.
17 DE ABRIL, 2015 - 09H23 - AMAZÔNIA

Peixes-boi são devolvidos à natureza em Santarém

Peixes-boi são devolvidos à natureza em Santarém

Animais estão sob cuidados do zoológico de faculdade particular da cidade

Por: G1 Santarém
O processo de soltura dos animais é a segunda etapa do projeto Peixe-Boi Santarém. Após o período de cativeiro, onde foram acondicionados em piscinas de fibra contendo plantas aquáticas, passaram por um longo período de tratamento e biometria. Os animais recuperados que atingiram a fase adulta foram transferidos para um tanque flutuante no rio Amazonas.
Chimanga, do sexo feminino, chegou ao zoológico em fevereiro de 2011, proveniente do Lago do Curumum, em Alenquer. O animal chegou ainda filhote trazido da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, com 98 centímetros e pesando 17 kg. Na última biometria, Chimanga apresentou 1,74 metros e 79,2 Kg.
Bolinha, do sexo masculino, chegou ao zoológico em setembro de 2010, vinda da comunidade Cabeça D’onça, em Santarém, trazida ainda filhote, por meio de uma ação conjunta entre Ibama e técnicos do zoológico, medindo 1, 17 metros e pesando 26 Kg. Na ultima biometria, Bolinha apresentou 1,68 metros e 79,6 kg.
Guerreiro, também do sexo masculino, chegou em junho de 2010, vindo de Óbidos e recebeu o nome dado pelos ribeirinhos que o encontraram. O animal chegou ainda filhote com 98 centímetros e pesando 17,2 Kg. Semanas depois do resgate, ele foi transferido para a base do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Aquáticos em Belém.
Com a desativação do centro, o peixe–boi retornou ao zoológico em dezembro de 2013. Na última biometria, Guerreiro apresentou 1,65 metros de comprimento e 67,9 kg, sendo o peixe-boi mais velho do local. Mesmo após a soltura, é necessário monitorá-los, tendo em vista que passaram de 2 a 3 anos numa piscina recebendo cuidados.
Na quarta-feira passada, duas fêmeas foram devolvidas à natureza na comunidade do Igarapé do Costa.
18 DE ABRIL, 2015 - 16H59 - PARÁ

segunda-feira, 13 de abril de 2015

CALENDÁRIO DO MEIO AMBIENTE 2015

CALENDÁRIO DO MEIO AMBIENTE 2015



Janeiro

01 – Dia Mundial da Paz/Confraternização Universal
11 – Dia do Combate da Poluição por Agrotóxicos
13 – Dia Nacional dos índios

Fevereiro

02 - Dia Mundial das Zonas úmidas
06 – Dia do Agente de Defesa Ambiental
07 - Dia Nacional de Luta dos Povos Indígenas
22 – Aniversário de criação do IBAMA


Março

1 -  Dia do Turismo Ecológico
2 – Aniversário do serviço Florestal Brasileiro – SFB
14 - Dia Mundial de Luta dos Atingidos por Barragens
15 - Dia da Escola
16 - Dia Nacional da Conscientização sobre as Mudanças Climáticas
20 - Dia Internacional da Felicidade
21 – Dia Mundial Florestal
21 - Inicio do Outono
22 – Dia Mundial da Água
23 - Dia do Meteorologista
24 - Aniversário de criação da Secretaria do Meio Ambiente (1986)


Abril

07 - Dia Mundial da Saúde
15 – Dia da Conservação do Solo
17 – Dia Nacional de Botânica
19 – Dia do Índio
22 – Dia da Terra
22 a 28 - Semana da Educação
23 - Dia do Escoteiro
28 - Dia da Educação
28 – Dia da Caatinga


Maio

03 – Dia do Solo
03 - Dia do Pau-Brasil
05 – Dia Mundial do Campo
07 - Dia Mundial da Saúde
08 Dia Mundial das Aves Migratórias
13 Dia do Zootecnista
16 Dia do Gari
18 Dia das Raças Indígenas da América
22 - Dia Internacional da Biodiversidade
22 Dia do Apicultor
25 Dia do Trabalhador Rural
27 -  Dia da Mata Atlântica
29 Dia do Geógrafo
30 Dia do Geólogo


Junho

03 - Aniversário da Rio 92 - ECO 92
31/05 a 05/06 - Semana Nacional do Meio Ambiente
05 – Dia Mundial do Meio Ambiente
05 Dia da Ecologia
08 Dia do Citricultor
08 – Dia Mundial dos Oceanos
13 – Aniversário do Jardim Botânico do Rio de Janeiro
16 - Dia Mundial das Tartarugas Marinhas
17 – Dia Mundial de Combate à Desertificação e à seca
21 Início do Inverno
23 Dia do Lavrador
29 Dia do Pescador


Julho

02 Dia Nacional do Bombeiro
08 Dia Nacional da Ciência
10 – Aniversário de criação do Fundo Nacional do Meio Ambiente
12 – Dia do Engenheiro Florestal
13 Dia do Engenheiro Sanitarista
17 – Dia da Proteção das Florestas
25 Dia do Colono
26 Dia Mundial dos Manguezais
28 Dia do Agricultor


Agosto

05 Dia Nacional da Saúde
06 Dia de Hiroshima
09 Dia Internacional dos Povos Indígenas
09 Dia Interamericano de Qualidade do Ar
11 Dia do Estudante
14 – Dia do Controle da Poluição Industrial
27 Dia da Limpeza Urbana
28 – Aniversário do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio


Setembro

03 – Dia Nacional do Biólogo
05 – Dia da Amazônia
09 Dia do Veterinário
11 – Dia Nacional do Cerrado
16 – Dia Internacional de Preservação da Camada de Ozônio
17 Dia da Compreensão entre os Homens
19 Dia Mundial pela Limpeza da Água
20 – Dia Internacional da Limpeza de Praia / Litoral
21 – Dia da Árvore
22 – Dia da Defesa da Fauna
22 Dia da Jornada “Na Cidade Sem Meu Carro”
23 Início da Primavera
27 Dia do Turismólogo


Outubro

3 – Dia Nacional das Abelhas
04 a 10 Semana da Proteção à Fauna
04 Dia Mundial dos Animais
04 Dia de São Francisco de Assis, Patrono da Ecologia
04 Dia da Natureza
04 Dia do Cão
05 Dia Mundial do Habitat
05 – Dia das Aves
12 – Dia Mundial para a Prevenção de Desastres Naturais
12 Dia do Mar
12 Dia do Agrônomo
15 Dia do Professor
15 Dia do Educador Ambiental
15 – Dia do Consumo Consciente
16 – Dia Mundial da Alimentação
23 - Dia Mundial do Desenvolvimento
27 Dia do Engenheiro Agrícola


Novembro

01 Dia Nacional da Espeleologia
05 Dia da Cultura e da Ciência
09 Dia do Urbanismo
10 Dia do Trigo
19 - Aniversário do Ministério do Meio Ambiente
23 Dia Mundial sem Compras
24 Dia do Rio
30 Dia do Estatuto da Terra


Dezembro

05 Dia Internacional dos Voluntários para o Desenvolvimento Econômico e Social
07 Dia do Pau Brasil
10 Dia da Declaração Universal dos Direitos Humanos
10 – Dia Internacional dos Povos Indígenas
14 Dia do Engenheiro de Pesca
15 Dia do Jardineiro
19 – Aniversário da Agência Nacional de Águas - ANA
21 Início do Verão
29 Dia Mundial da Biodiversidade
31 Dia da Esperança


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Açaizeiro

Açaizeiro

Nome Popular :Açaizeiro
Nome Científico :Euterpe Oleracea
Sinonímea :Sinonímia: palmito.açaí, açaizeiro, palmiteiro, piná, uaçaí.
 
Origem : Amazônia brasileira. 
Família : Palmae
Altura : até 20 metros. Palmeira naturalmente entouceirada. 

Finalidade : os troncos são utilizados passageiramente como caibros, ripas e barrotes. Do fruto se extrai um vinho (não alcoólico) conhecido no Pará simplesmente como "açaí" (se um paraense chamar ao "açaí" de "vinho de açaí" se "entregou": não é paraense....) O caroço, depois de decomposto, é utilizado como adubo orgânico e, mais recentemente, para consecução de biomassa. O palmito tem grande qualidade, o que determinou uma predação intensa à palmeira, as folhas mais velhas podem ser usadas no fabrico de papel, as folhas mais novas servem de ração animal. 

Finalidade terapêutica : o açaí, pela alta concentração de ferro e vitaminas é altamente energético: tem (em 100 g) 247 calorias, 3,8 g de proteínas, 118 mg de cálcio, 58 mg de fósforo, e ainda as vitaminas B 1 , B 2 e C. Diferente do que se propala, alguns pesquisadores afirmam que o açaí não é tão rico assim de ferro. Segundo se afirma, como os recipientes onde o açaí é "amassado" são normalmente de ferro, pode ter este fato confundido exames laboratoriais. 

Curiosidade I : o "vinho de açaí" virou fruta da moda entre a geração saúde do eixo Rio-São Paulo (que o consorcia a qualquer coisa que digam ser saudável, como o guaraná, por exemplo), mas faz parte da complementação alimentar do homem da Amazônia, principalmente se acompanhada de farinha (de mandioca ou de tapioca) e com peixe assado, ou camarão frito, ou com iscas de pirarucu, ou... O sucesso do "vinho do açaí" como é conhecido nos novos mercados teve como reflexo não apenas que se parasse com os cortes para extração de palmito, como ainda que acelerasse o plantio de novos exemplares, afastando o perigo de extinção que já era notado em regiões onde havia muitas palmeiras e suas touceiras, como em certa áreas da Ilha do Marajó. 

Curiosidade II : a lenda do açaí pode ser assim resumida: havia uma tribo indígena na localidade onde foi implantada a cidade de Belém, Pará, que atravessava uma grande dificuldade de alimentação. O cacique da tribo determinou que todas as crianças nascidas fossem sacrificadas, para não potencializar os problemas da falta de alimentos. Uma filha do cacique, Iaça, teve uma filha que, mesmo sendo neta do maioral da tribo foi sacrificada. Um dia, Iaça ouviu um choro de criança, saiu da taba e viu a filha no tronco de uma palmeira, e correu para abraçá-la, mas ela desapareceu e a índia morreu. Quando foi achado o seu corpo, os índios repararam que os olhos negros da falecida estavam voltados para um cacho de frutos que estava no alto da palmeira, da mesma cor dos referidos olhos. Apanhados, foram transformados no vinho e a tribo deixou de correr o risco da fome. O cacique, em homenagem à filha, deu ao fruto o nome invertido de Iaça, que ficou açaí. 

Curiosidade III : há um ditado que diz: "quem vai ao Pará, parou, bebeu açaí, ficou". Pode até não ser: mas quem de Belém vai, leva consigo a saudade do açaí...